Diário de bordo ( você leitor encontra-se num brainstorming .Numa Nau Latina de uma ex-colonia portuguesa .É preciso que embarque comigo sabenso que sobre está nau recaem ventos que muitas vezes a levam a bonbordo ou estibordo e assim nesta nau tudo ao mesmo tempo ,o agora.)
Então pela primeira vez O Rio de Janeiro esteve como algo somente bom, sua exuberância em tudo não me abafou ou sufocou como ser. sempre tive a impressão que o Rio ,muito de tudo,coisas boas e também aquelas que não são . O Rio toca te toca dentro e fundo, não sei ou não existe uma explicação para o sentir, tão próprio e seu onde mexe suas busca, suas emoções, seu querer, aquele seu que se torna de todos, coisas como paz, enfim parece ser tudo foco, ou seja, onde coloca os olhos e o coração. O Rio foi bom para mim.
Bombordo
Percebo que assim como Brasília, muito se dá das pessoas e mesmo sendo difícil falar existe muita gente boa e muita gente não boa. O difícil é que aqui em Brasília essas pessoas governam a vida de muitos e este peso é terrível ,quando se vive uma cidade ,como viver um hotel de beira de estrada, passa-se alguns anos e se vai embora .Nasci em Brasília ,meu filho também ,meus familiares são de outro lugar. Como boa parte dos familiares dos filhos do cerrado e interessante ver as misturas que aqui é possível, como um casal onde ele do Pará e ela do Rio Grande do Sul, misturas diversas do povo brasileiro entre si ,como também entre Países dadas
as embaixadas .está se formando uma realidade diversa e rica nas miscelâneas.
Estibordo
O belo e a sensação da necessária limpeza, interna esta noção que guardo das viagens e do que é o mar para mim que vivo naquilo que chamo deserto, viajo carregando meu deserto e sua terra vermelha, cerrado. Encontro-me em tudo que é distante á mim, prédios altos, pessoas na rua, comércio, ruas com nomes de países. Diversidade de coisas, mas uma diversidade diferente de Brasília como uma estrutura que remete a tradição, outra. Então como, diante de tudo, como? De minhas necessidades a cor ,do contexto os números, a necessidade daquilo que parece simples talvez por isso difícil. O primeiro lugar que pensei á frente da igreja da penha sua subida difícil, o peso de sua história e função por demais forte muita coisa quando a busca é o simples. Riscando quadrados pensava na restrição do espaço o Rio é muita coisa restringi ao espaço que me abrigou. Gostei muito da zona Norte penso que pelo mesmo motivo que gosto de Taguatinga, simplesmente vida. Encontrei o ponto, sua história ou a história que se de faz e dá inicio a uma outra (o curtume que o bairro cresce a volta). Recordo da noção de identidade seus números e do que se de faz na busca por uma cor, mar? Céu? Cor?
Bombordo
Ter pontogor aqui foi um presente, muito bem vindo. Ao mostrar a cidade como cidade mesmo que vivo, amo e nasci ,explico de uma maneira poética e subjetiva como são essas coisas a mim .Mostrei lugares que mesmo estando no avião( o projeto asa sul, asa norte) ,são diferentes e vivos .mostrei a cidade livre (Núcleo Bandeirante) sua história ,seu Padre Roque onde evitou seu fim ,nadando que cavar um bunker em volta da igreja ,colocar todo mundo dentro e atear fogo ,assim a cidade livre continua lá . Fomos também a Taguatinga que apelidei carinhosamente de Taguá York. ali sim um lugar que parece uma cidade de verdade ,lembro da exclamação feliz de pontogor :estou me sentindo em casa!”Muitas pessoas caminhando no meio da rua, vida de verdade”. Taguá York é tão intensa. Como pedestre numa cidade que parece ser feita para carros e tirando seu projeto de 500 mil pessoas e hoje se encaminha para seus três milhões, ufa Brasília perdemos muito tempo em paradas de ônibus, pela demora imposta pelos caciques ou pelo cacique ,enfim um metro que nunca deixava perto da onde tínhamos que ir ,engarrafamentos enormes e o pensamento sobre as bicicletas retorcidas presas na arvores . Sou pedestre e fico grata por ter grandes amigos, na verdade é isso que acaba sendo Brasília, pessoas que se pode amar, brigar, sorri. Ir aos bares beber uma cerveja pensar no que se pode fazer hoje que não seja só isso, beber, às vezes se acha, muitas vezes não. A Brasília longe do bloco H ( entende-se aí congresso) ,as pessoas que vivem dentro da maquete (colocação intima da cidade) Sim ,é bonito seus 380 de horizonte e este céu que é nosso mar.Uma cidade que cresce a passos largos ,o governo tenta conter aquilo que toda lógica já diz :este patrimônio cultural da humanidade só poderá ser mantido se for transformado ou o tempo que transforma tudo ,no centro velho da cidade.Elucubrações e devaneios sobre uma cidade que não tem ainda nem cinqüenta anos , a minha Brasília se forma agora e a de meu filho junto com ele se formará outros tempos melhores viram a nós todos. Contei a Pontogor e mostrei visões diversas e como são e foram diversas pessoas que conheceu, lembro-me que ao final. Ele disse que sentia falta de casa, saudade e estava pensativo. Fiquei feliz, pois percebeu um tanto do que Brasília é para quem nasceu e vive no sonho de muitos, fiquei muito satisfeita com seu trabalho de colocar luz numa construção, pois talvez seja este o processo que estamos passando ás véspera dos cinqüenta anos, um piano onde se toca luz.:
Estibordo
As águas parecem confusas, causam enjôo, contudo a viajem neste barco continua e em sua confusão espera o momento de aportar .Uma viajem por duas capitais a que já esteve e a que está .neste sonho do homem de galgar novos espaços .Assim foi a viajem na busca da Índia , o que surge a parti é notório. A Nau continua sua viagem por caminhos outros... Tempos melhores viram!
domingo, 8 de junho de 2008
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