Entre os dias 23 de março e 3 de abril foi realizado em Curitiba a primeira parte do intercâmbio entre artistas, do projeto 4 Territórios de Beatriz Lemos.
Claudia Washington recebeu Gustavo Speridião, Andrei Muller e Flávio Vasconcellos – que realizam trabalhos em grupo e assim chamam de Gráfica Utópica ou O Circo Dos Sonhos.
Durante este período o contato entre o grupo e Cláudia também foi somado com mais 2 elementos distintos e entrelaçados: o grupo Orquestra Organismo e um espaço e coletivo chamado E/OU.
O resultado da interseção destas diversas esferas da vida – do indivíduo e do coletivo, das cidades e das leis, do cotidiano e do extraordinário, da militância e da alienação, da rua e da casa, do singular e do plural - fica relato abaixo:
Sobre os dias de GAF
GAF é uma sigla elaborada por Cláudia Washington ao referir-se ao trio
-Gustavo, Andrei, Flávio-
Ou seria:
Grande Azar, Fudeu!
A casa número 818 tinha acabado de ser alugada e o senhor que consertou a luz é cego.
Recolhi goiabas podres durante toda a manhã.
Chuva e sol. Subi na árvore com a senhorita washington.
Conversamos sobre perdas.
Um vento frio empurra os pensamentos e o corpo anda leve. Totalmente disperso sem disciplina e três sonos.
Como se estivesse naquela calmaria depois ou antes da tempestade.
Contempla distraído o horizonte deixando cada vez mais as outras forças atuarem enquanto aguarda olhando o museu do olho.
A casa vazia.
Tudo ainda por fazer. Alguns lugares não tem luz e ainda esperamos a água chegar.
O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa é utilizado como oráculo:
“O raciocínio é apenas uma outra espécie de sonho.”
Mais uma vez o oráculo estava certo.
E assim rimos mais duas vezes.
Surge mais um elemento novo aqui – MY LORD – um personagem metafísico fundamental para resolver de vez questões como acaso e coincidências.
Orquestra Organizada 1
Um dia, andando com Cláudia – A Silenciosa - nas ruas antigas do Rio de Janeiro, a cidade desplanejada acertou na perna esquerda de Cláudia na ida e na perna direita de Cláudia na volta. Quando estávamos na árvore, do quintal dos fundos de sua casa em Curitiba, ela me contou sobre algumas avarias que sofreu durante a infância. Relatei também meu vasto currículo de sangue, feridas e cortes.
Minha cabeça cilíndrica dá-me uma aparência de escultura das ilhas de páscoa (os moai). Que ironia da vida, quando fui para Curitiba encontrar com Cláudia a Inca, no feriado de Páscoa. My Lord sempre pregando peças.
Na janela da casa uma marca de bala. No jardim dos fundos recolhendo goiabas podres durante uma manhã, achei a cápsula de uma bala e a mostrei para meu Lord.
Me perdi 34 vezes indo atrás de um Banco do Brasil e dei 3 informações para pedestres (raros).
Quando os Modos Horríveis chegaram do Rio achamos uma árvore de louros (tempero de feijão preto) e imediatamente achamos um lar. Nos abraçamos e choramos muito. Ali nos tocamos e sentimos e/ou calor dos nos corpos e/ou falamos muito sobre o cosmos.
Ficaríamos ali até sentir fome e/ou então descer e atravessar o bairro inteiro de água-verde. VerrRrrdí (com voz de Drack – o alienígena do filme Inimigo Meu – um filme que trata de intercâmbio planetário). Andamos até o centro da cidade para comer gordura e carne, queijo, muito queijo e/ou mais uma rodada de cebolas fritas pingando gordura e/ou sabor. Passamos por uma rua com o bom nome de PETIT CARNEIRO ou cordeiro.
No caminho não achamos ninguém.
Andamos porque não sabiam dizer como pegar algum transporte coletivo.
Pequeno Comitê Malandro
Flávio disse após tantos choques culturais: “Na verdade somos um tipo de “PETIT PODES CRÊ”. Uma genial junção de Pequeno Comitê com a malemolência carioca.
28 de março
Passamos o dia na árvore e no Jardim. Dormimos quando o dia clareou e a garagem estrondou. Neste dia percebemos sem querer que apesar de sermos 3 andamos em 4.
Água-verde é um bairro burguês e em curitiba a alma pode ser cinza.
É raro encontrar alguém na rua, música alta e pessoas sorridentes.
Na casa havia uma árvore de goiaba e uma de feijão preto.
Não nos perdemos muito e não achamos nada pois não procuramos nada.
Um dia acordamos com uma grande folha de papel pendurada na parede da casa ainda não ocupada pelos ocupantes. Na folha a frase:
“Tecer grinaldas para, logo que acabadas, desmanchar totalmente e minuciosamente. Beijos Cláudia”
3 pessoas fugiram quando pedimos informação. Dois seguranças de banco empunharam armas e uma senhora enfartou ao ser abordada.
Aí encontramos a Karina. Que não acha nada mesmo.
Mas achamos o número oitocentos e dezoito na rua Otávio Francisco Dias.
Karina faz esculturas em parceria com um cachorro e/ou gato.
Meu Lord também ajuda.
Curitiba tornou-se um ambiente indecifrável.
Era tarde da noite e Cláudia – A Silenciosa estava na casa na mesma posição em que a vimos pela manhã editando o som de um filme. Fomos para a garagem quando repentinamente uma onda de alegria e entusiasmo invadiu este grupo de amigos estranhos. Andrei é um russo criado na Bahia. Flavinho jura que é uma Pantera Cor de Rosa. Gustavo acha que é um playboy. Karina uma Virginia Wolf que afoga no garfo as suas lembranças. A Nana pensa que é a Barbie. Nesse enebriante ar de loucuras nossos amigos conversaram principalmente sobre a questão das fezes no sexo anal e sobre o sexo oral durante o período da menstruação . o clima era de muita festividade e saliência. A conversa esquentou mesmo quando o assunto foi: você olha para trás quando estão te comendo de quatro? Ou como será que é morrer em um acidente de avião como aquele da Gol na amazônia.
Aí pensei que 818 poderia ser “Gordinho Magrinha Gordinho”. Uma casa ménage.
Na hora todos sentiram saudade de comer gordura queijo e carne e assim gritaram meu Lord.
Em homenáge a casa a gente colocou um filme de fino trato. O Circo dos Sonhos correu solto nas paredes da garagem transbordando malemolência e marotice. No final o pranto invadiu todos que em um só coro gritaram: “ARTE! ARTE!”
Lembro que nesta hora meu Lord onipresente ficou muito feliz.
Os punhos ficaram fechados e apontados para o alto. Cantou-se a Internacional durante toda a madrugada.
O que ocorreu naquela manhã foi registrado em vídeo. Uma outra realidade tinha se instaurado naquele momento. Novas realidades surgirem em um dado momento é bastante comum no cosmos disse. Existem bilhões e bilhões de novas realidades atravessando as atuais a todo o momento.
4 risadas.
Então, ao fim da noite, Gustavo colocou a câmera no telhado apontada para céu. Ficou registrada assim a passagem atravessada de duas realidades. 818.
Dormi na árvore.
Assim acordamos eu e Flávio, A Pantera, antes de Andrei o Russo Analfabeto. Já devia ter passado das 8 e 18 da manhã.
Um sol novo nos dourava.
8 1 8. Dois homens exatamente iguais a nos dois nos perguntam da rua empurrando suas carroças: Aí é abrigo irmão?
Falamos confusos que não.
“Está lotado irmão? Tem vaga irmão?”
Não. Não...
Pensaram – olhando a nossa aparência – que a casa que estávamos era um abrigo para sem-teto.
Subimos na árvore do jardim dos fundos, falamos da humanidade e da matéria, tocamos clarinete e violão com um amor no coração no jardim do frontão. Entoamos belíssimas poesias e ajudamos os cortadores de grama da rua. Um cego precisou de ajuda e atendemos prontamente. Muitos pássaros se aproximaram de nós. Até mesmo os insetos sentiam em nós uma vibração áurea.
Às 8 e 18 da noite, sem queijo carne e gordura no corpo ligamos para Cláudia. Ela disse:
Pois é que história é essa que deu polícia?
Queijo Gordura e Carne.
between 0000-00-00 and 9999-99-99
Um dia, andando com Cláudia – A Silenciosa - nas ruas antigas do Rio de Janeiro, a cidade desplanejada acertou na perna esquerda de Cláudia na ida e na perna direita de Cláudia na volta. Quando estávamos na árvore, do quintal dos fundos de sua casa em Curitiba, ela me contou sobre algumas avarias que sofreu durante a infância. Relatei também meu vasto currículo de sangue, feridas e cortes.
Minha cabeça cilíndrica dá-me uma aparência de escultura das ilhas de páscoa (os moai). Que ironia da vida, quando fui para Curitiba encontrar com Cláudia a Inca, no feriado de Páscoa. My Lord sempre pregando peças.
Na janela da casa uma marca de bala. No jardim dos fundos recolhendo goiabas podres durante uma manhã, achei a cápsula de uma bala e a mostrei para meu Lord.
Me perdi 34 vezes indo atrás de um Banco do Brasil e dei 3 informações para pedestres (raros).
Quando os Modos Horríveis chegaram do Rio achamos uma árvore de louros (tempero de feijão preto) e imediatamente achamos um lar. Nos abraçamos e choramos muito. Ali nos tocamos e sentimos e/ou calor dos nos corpos e/ou falamos muito sobre o cosmos.
Ficaríamos ali até sentir fome e/ou então descer e atravessar o bairro inteiro de água-verde. VerrRrrdí (com voz de Drack – o alienígena do filme Inimigo Meu – um filme que trata de intercâmbio planetário). Andamos até o centro da cidade para comer gordura e carne, queijo, muito queijo e/ou mais uma rodada de cebolas fritas pingando gordura e/ou sabor. Passamos por uma rua com o bom nome de PETIT CARNEIRO ou cordeiro.
No caminho não achamos ninguém.
Andamos porque não sabiam dizer como pegar algum transporte coletivo.
Pequeno Comitê Malandro
Flávio disse após tantos choques culturais: “Na verdade somos um tipo de “PETIT PODES CRÊ”. Uma genial junção de Pequeno Comitê com a malemolência carioca.
28 de março
Passamos o dia na árvore e no Jardim. Dormimos quando o dia clareou e a garagem estrondou. Neste dia percebemos sem querer que apesar de sermos 3 andamos em 4.
Água-verde é um bairro burguês e em curitiba a alma pode ser cinza.
É raro encontrar alguém na rua, música alta e pessoas sorridentes.
Na casa havia uma árvore de goiaba e uma de feijão preto.
Não nos perdemos muito e não achamos nada pois não procuramos nada.
Um dia acordamos com uma grande folha de papel pendurada na parede da casa ainda não ocupada pelos ocupantes. Na folha a frase:
“Tecer grinaldas para, logo que acabadas, desmanchar totalmente e minuciosamente. Beijos Cláudia”
3 pessoas fugiram quando pedimos informação. Dois seguranças de banco empunharam armas e uma senhora enfartou ao ser abordada.
Aí encontramos a Karina. Que não acha nada mesmo.
Mas achamos o número oitocentos e dezoito na rua Otávio Francisco Dias.
Karina faz esculturas em parceria com um cachorro e/ou gato.
Meu Lord também ajuda.
Curitiba tornou-se um ambiente indecifrável.
Era tarde da noite e Cláudia – A Silenciosa estava na casa na mesma posição em que a vimos pela manhã editando o som de um filme. Fomos para a garagem quando repentinamente uma onda de alegria e entusiasmo invadiu este grupo de amigos estranhos. Andrei é um russo criado na Bahia. Flavinho jura que é uma Pantera Cor de Rosa. Gustavo acha que é um playboy. Karina uma Virginia Wolf que afoga no garfo as suas lembranças. A Nana pensa que é a Barbie. Nesse enebriante ar de loucuras nossos amigos conversaram principalmente sobre a questão das fezes no sexo anal e sobre o sexo oral durante o período da menstruação . o clima era de muita festividade e saliência. A conversa esquentou mesmo quando o assunto foi: você olha para trás quando estão te comendo de quatro? Ou como será que é morrer em um acidente de avião como aquele da Gol na amazônia.
Aí pensei que 818 poderia ser “Gordinho Magrinha Gordinho”. Uma casa ménage.
Na hora todos sentiram saudade de comer gordura queijo e carne e assim gritaram meu Lord.
Em homenáge a casa a gente colocou um filme de fino trato. O Circo dos Sonhos correu solto nas paredes da garagem transbordando malemolência e marotice. No final o pranto invadiu todos que em um só coro gritaram: “ARTE! ARTE!”
Lembro que nesta hora meu Lord onipresente ficou muito feliz.
Os punhos ficaram fechados e apontados para o alto. Cantou-se a Internacional durante toda a madrugada.
O que ocorreu naquela manhã foi registrado em vídeo. Uma outra realidade tinha se instaurado naquele momento. Novas realidades surgirem em um dado momento é bastante comum no cosmos disse. Existem bilhões e bilhões de novas realidades atravessando as atuais a todo o momento.
4 risadas.
Então, ao fim da noite, Gustavo colocou a câmera no telhado apontada para céu. Ficou registrada assim a passagem atravessada de duas realidades. 818.
Dormi na árvore.
Assim acordamos eu e Flávio, A Pantera, antes de Andrei o Russo Analfabeto. Já devia ter passado das 8 e 18 da manhã.
Um sol novo nos dourava.
8 1 8. Dois homens exatamente iguais a nos dois nos perguntam da rua empurrando suas carroças: Aí é abrigo irmão?
Falamos confusos que não.
“Está lotado irmão? Tem vaga irmão?”
Não. Não...
Pensaram – olhando a nossa aparência – que a casa que estávamos era um abrigo para sem-teto.
Subimos na árvore do jardim dos fundos, falamos da humanidade e da matéria, tocamos clarinete e violão com um amor no coração no jardim do frontão. Entoamos belíssimas poesias e ajudamos os cortadores de grama da rua. Um cego precisou de ajuda e atendemos prontamente. Muitos pássaros se aproximaram de nós. Até mesmo os insetos sentiam em nós uma vibração áurea.
Às 8 e 18 da noite, sem queijo carne e gordura no corpo ligamos para Cláudia. Ela disse:
Pois é que história é essa que deu polícia?
Queijo Gordura e Carne.
between 0000-00-00 and 9999-99-99
Orquestra Organizada 2
Tivemos problemas com os vizinhos da casa 818. Tivemos problemas que envolveram a polícia (fato falso) e a imobiliária (fato verdadeiro). Durante uma madrugada de festa na garagem o vidro do carro de Karina foi danificado.
1. festa na garagem
2. imobiliária-mediação-vizinho
3. polícia virtual
4. o problema dos homens de barba na árvore.
5. goiaba x louro
6. mendigos
7. música no jardim a tarde na fruteira
8. vizinhança racista conservadora.
O homem que conserta é cego.
“Você tem que ver que tem gente que trabalha”
-imobiliária sobre a reclamação da síndica sobre os rapazes barbados que sobem na árvore de louros-
Outro dia no parque, estávamos fantasiados e filmando uma cena idílica quando fomos interrompidos por um guarda do parque com arma em punho ordenando que parássemos. Ele disse que:
Era proibido filmagem no parque sem autorização.
(“mas somos apenas turistas”)
Era proibido ritual (entenda como macumba)
(“mas não é um ritual”)
As crianças estão chorando e com medo. Os pais vieram reclamar.
(“?”)
Depois de contra argumentar estes 3 impedimentos, conseguimos continuar o trabalho.
Jogamos sinuca.
BOLA – ROLA
SEM NUCA
Conhecemos Simon, o porteiro do inferno com uma jaqueta de couro escrito: JAVALI VELHO.
No museu Oscar Niemeyer, atuamos com os projetores na estrutura externa do prédio duas vezes. Na primeira – por não termos autorização – tivemos que perder tempo argumentando com a segurança noturna. E a luz do prédio ofuscou a nossa. Usamos as próprias roupas para tampar os holofotes. Na segunda vez- por não ter autorização também – recebemos a seguinte instrução: “Vocês podem até projetar, mas não podem utilizar a energia do museu”.
Moral da História> Os museus não fornecem energia.
Tivemos problemas com os vizinhos da casa 818. Tivemos problemas que envolveram a polícia (fato falso) e a imobiliária (fato verdadeiro). Durante uma madrugada de festa na garagem o vidro do carro de Karina foi danificado.
1. festa na garagem
2. imobiliária-mediação-vizinho
3. polícia virtual
4. o problema dos homens de barba na árvore.
5. goiaba x louro
6. mendigos
7. música no jardim a tarde na fruteira
8. vizinhança racista conservadora.
O homem que conserta é cego.
“Você tem que ver que tem gente que trabalha”
-imobiliária sobre a reclamação da síndica sobre os rapazes barbados que sobem na árvore de louros-
Outro dia no parque, estávamos fantasiados e filmando uma cena idílica quando fomos interrompidos por um guarda do parque com arma em punho ordenando que parássemos. Ele disse que:
Era proibido filmagem no parque sem autorização.
(“mas somos apenas turistas”)
Era proibido ritual (entenda como macumba)
(“mas não é um ritual”)
As crianças estão chorando e com medo. Os pais vieram reclamar.
(“?”)
Depois de contra argumentar estes 3 impedimentos, conseguimos continuar o trabalho.
Jogamos sinuca.
BOLA – ROLA
SEM NUCA
Conhecemos Simon, o porteiro do inferno com uma jaqueta de couro escrito: JAVALI VELHO.
No museu Oscar Niemeyer, atuamos com os projetores na estrutura externa do prédio duas vezes. Na primeira – por não termos autorização – tivemos que perder tempo argumentando com a segurança noturna. E a luz do prédio ofuscou a nossa. Usamos as próprias roupas para tampar os holofotes. Na segunda vez- por não ter autorização também – recebemos a seguinte instrução: “Vocês podem até projetar, mas não podem utilizar a energia do museu”.
Moral da História> Os museus não fornecem energia.
Orquestra Organizada 3
Um Burguer King de sentimentos me invade.
Todo Martin Burguer King em Curitiba sofre de STRONG RACISM.
Pedreira Paulo Leminski – Quando o tempo urge.
Cláudia alugou um quarto em um bairro de periferia chamado TAMANDARÉ.
Tamandaré significa depois da volta.
Curitiba, primeiro de abril de 2008
GRINALDAS NO MUSEU
Finalmente projetamos no Museu Oscar Niemeyer. Karinão e Nana no volante. Até tentamos fazer de ônibus mas era impossível. A cidade é feita para quem tem carro como Brasília. Além disso nenhuma pessoa, mas nenhuma mesmo sabia informar nada. Os curitibanos não conhecem nada de Curitiba. Eles negam seu próprio espaço.
Ao final das projeções fomos tomados por uma neblina densa.
As formas puras, expressivas e dinâmicas do prédio contribuíram para uma correlação entre forma e conteúdo de uma maneira avançada. A projeção reflete a arquitetura e a arquitetura refaz as imagens da projeção.
Utilizamos luz para o concreto.
Quem será que conserta a luz no museu do olho?
FIM.
Todo Martin Burguer King em Curitiba sofre de STRONG RACISM.
Pedreira Paulo Leminski – Quando o tempo urge.
Cláudia alugou um quarto em um bairro de periferia chamado TAMANDARÉ.
Tamandaré significa depois da volta.
Curitiba, primeiro de abril de 2008
GRINALDAS NO MUSEU
Finalmente projetamos no Museu Oscar Niemeyer. Karinão e Nana no volante. Até tentamos fazer de ônibus mas era impossível. A cidade é feita para quem tem carro como Brasília. Além disso nenhuma pessoa, mas nenhuma mesmo sabia informar nada. Os curitibanos não conhecem nada de Curitiba. Eles negam seu próprio espaço.
Ao final das projeções fomos tomados por uma neblina densa.
As formas puras, expressivas e dinâmicas do prédio contribuíram para uma correlação entre forma e conteúdo de uma maneira avançada. A projeção reflete a arquitetura e a arquitetura refaz as imagens da projeção.
Utilizamos luz para o concreto.
Quem será que conserta a luz no museu do olho?
FIM.
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